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18 fevereiro, 2011

Álcool mata mais que AIDS, tuberculose e violência

O álcool causa quase 4% das mortes no mundo todo, mais do que a Aids, a tuberculose e a violência, alertou a OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta sexta-feira (11/02/11).

O aumento da renda tem provocado o consumo excessivo em países populosos da África e da Ásia, incluindo Índia e África do Sul. Além disso, beber em excesso é um problema em muitos países desenvolvidos, informou a agência das Nações Unidas.

No entanto, as políticas de controle do álcool são fracas e ainda não são prioridade para a maioria dos governos, apesar do impacto que o hábito causa na sociedade: acidentes de carro, violência, doenças, abandono de crianças e ausência no trabalho, de acordo com o relatório.

Cerca de 2,5 milhões de pessoas morrem anualmente por causas relacionadas ao álcool, disse a OMS em seu "Relatório Global da Situação sobre Álcool e Saúde".

"O uso prejudicial do álcool é especialmente fatal em grupos etários mais jovens e beber é o principal fator de risco de morte no mundo entre homens de 15 a 59 anos", afirma o relatório.

Na Rússia e na CEI (Comunidade dos Estados Independentes), uma em cada cinco mortes ocorre devido ao consumo prejudicial, a taxa mais elevada do planeta.

A bebedeira, que muitas vezes leva a um comportamentos de risco, agora é prevalente no Brasil, Cazaquistão, México, Rússia, África do Sul e na Ucrânia, e está aumentando entre outras populações, segundo a OMS.

"Mundialmente, cerca de 11% dos consumidores de álcool bebem bastante em ocasiões semanais; os homens superam as mulheres em quatro a cada uma. Eles praticam constantemente um consumo de risco em níveis muito mais elevados do que as mulheres em todas as regiões", disse o relatório.

Em maio passado, ministros da Saúde dos 193 países-membros da OMS concordaram em tentar conter o consumo excessivo de álcool e de outras formas crescentes do uso excessivo por meio de altos impostos sobre bebidas alcoólicas e restrições mais rígidas de comercialização.

Fontes :
Correio do Estado

OMS

20 junho, 2010

Benefícios da Lei Seca

Número de mortes no trânsito caiu 6,2% no primeiro ano da Lei Seca
Rio foi o estado com maior redução de mortes, 32%.
Em segundo lugar veio Espírito Santo, seguido de Alagoas e DF.

Do G1, no Rio

O número de mortes no trânsito no Brasil caiu 6,2% no primeiro ano da Lei Seca, em comparação com o ano anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (18) pelo Ministério da Saúde. O anúncio foi feito no evento de comemoração do aniversário de dois anos da legislação, que entrou em vigor em 20 de junho de 2008.

Nos doze meses anteriores à lei, 37.161 pessoas morreram em acidentes de trânsito. Nos doze meses posteriores, foram 34.859 -- 2.302 a menos. (Inicialmente, o Ministério da Saúde informou os primeiros números como sendo 36.924 e 34.597, respectivamente. A informação foi corrigida).

O estado que registrou maior redução em números absolutos foi o Rio de Janeiro (32%), seguido do Espírito Santo (18,6%), Alagoas (15,8%), Distrito Federal (15,1%) e Santa Catarina (11,2%). Em sexto lugar ficou Bahia (6,1%), com São Paulo (6,5%) e Paraná (5,9%) na seqüência.

Rio de Janeiro e Twitter

O ministro José Gomes Temporão elogiou o Rio de Janeiro pela redução no número de mortes no trânsito.

Temporão comentou também o "Twitter da Lei Seca", que avisa seguidores onde ocorrem as operações de fiscalização na cidade. "Não adianta nada. Essa twittada está perdendo para a estratégia e a sagacidade da campanha", disse Temporão.

Homens e jovem são os que mais dirigem alcoolizados

Segundo o Ministério da Saúde, a frequência com que as pessoas dirigem depois de beber subiu. Em 2007, ano anterior à lei, 2,1% assumiam dirigir alcoolizado. Em 2008, o número caiu pra 1,4%, mas voltou a subir em 2009, com 1,7%.

Os homens são os que mais cometem a infração. Em 2007, eles representavam 4,1% do total, o índice caiu para 2,8% em 2008, e subiu para 3,3% em 2009. Nas Capitais, os maiores percentuais entre os homens foram registrados em Aracaju (8,7%), Teresina (5,9%) e Rio Branco (5,5%).

Ainda segundo a pesquisa, a maior incidência está entre adultos de 25 a 34 anos (2,1%) e de 35 a 44 anos (2%). O número cai para 1,8% entre os jovens de 18 a 24 anos.

Fonte : G1 - Globo.com